O Observatório das Metrópoles Núcleo Recife, criado em 2000, está sediado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e é coordenado por Maria Ângela de Almeida Souza e Rosa Maria Cortês de Lima.

Para o projeto “Reforma Urbana e Direito à Cidade: desafios para o desenvolvimento nacional”, com organização de Danielle de Melo Rocha, Fabiano Rocha Diniz e Maria Angela de Almeida Souza, participam 18 pesquisadores(as) vinculados ao núcleo.

Equipe

Aline de Souza Souto
UFPE
Antônio Celestino da Silva Neto
UFPE
Arnaldo de Souza
UFPE
Bruno Albuquerque Ferreira Lima
UFPE
Danielle de Melo Rocha (Coordenação)
UFPE
Eugênia Giovanna Simões Inácio Cavalcanti
UFPE
Fabiano Rocha Diniz (Coordenação)
UFPE
Felipe Jardim
UFPE
Fernanda Carolina Vieira da Costa
UFPE
Jorge Vinicios Silva Gondim
UFPE
Janaína Aparecida Gomes de Lima
UFPE
Maria Angela de Almeida Souza (Coordenação)
UFPE
Pascal Machado
UFPE
Paulo Somlanyi Romeiro
UFPE
Ronald Fernando Albuquerque Vasconcelos
UFPE
Ronaldo Augusto Campos Pessoa
UFPE
Rosa Maria Cortês de Lima
UFPE
Valdeci Monteiro dos Santos
UFPE
 
  • Região Metropolitana do Recife

    A desigualdade é a questão central da Região Metropolitana do Recife e perpassa todos os capítulos do livro. Afirmada pelo Índice de Gini (2021), que aponta a metrópole do Recife como a segunda mais desigual do país, a desigualdade do Recife metropolitano se expressa pela dualidade de sua estrutura produtiva e de seu mercado de trabalho, com uma economia marcada por elevado grau de informalidade, desemprego e baixa produtividade convivendo com nichos de modernidade e alto padrão de renda; pelo uso e ocupação desigual do espaço urbano, com ocupações de elevado padrão construtivo, em contraste com territórios de elevada precariedade de condições de moradia e infraestrutura e pela insuficiência de serviços e equipamentos públicos.

    Heranças culturais alimentam um embate instalado no Recife metropolitano: o seu legado colonial, influenciado pela lógica do patriarcado e pelo conservadorismo, capturado pela contemporaneidade sob a égide do ideário neoliberal e da lógica da expansão do capital financeiro; e, em contraposição, o seu legado de lutas libertárias e de rica e diversa experiência recente de movimentos sociais, que convergem para o ideário de uma reforma urbana cidadã e da busca de uma metrópole espacialmente integrada, ambientalmente sustentável, economicamente articulada e competitiva e socialmente justa.

    A terra urbana e os recursos públicos se sobressaem entre os objetos de disputa. Velhos temas, com novas roupagens e novos atores. O setor público, perpassado pelas heranças em embate; os agentes privados, associados a grandes grupos empresariais do capital industrial, de serviços e logística, fundiário, imobiliário, etc.; a sociedade civil organizada e a população em geral, todos em torno desse embate, retratado em cada um e no conjunto dos capítulos que compõem esse livro.

    OrganizaçãoMaria Angela de Almeida Souza, Fabiano Rocha Diniz e Danielle de Melo Rocha

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